Prevenção, Detecção e correção – A segurança da Informação se começa pelo básico

Segurança da Informação

Estamos vivendo uma era onde a tecnologia ganhou espaços nunca antes conquistados. Cada vez mais estamos dependentes da Tecnologia da Informação: smartphones com funcionalidades que melhoram a cada versão de lançamento, computadores mais leves e com melhor capacidade de processamento, dados e informações que trafegam de qualquer parte do mundo para nossas telas, bancos de dados enormes processando grandes quantidades de informações em tempo recorde e muitas outras funcionalidades envolvidas, com o objetivo que pode ser resumido simplesmente em uma palavra: comodidade. Essas novas tecnologias tem o intuito de aproximar a satisfação de nossas necessidades, facilitar o que estiver ao nosso alcance e dar soluções práticas e rápidas para nossos “desafios diários”, como organização, controle financeiro, estilo de vida saudável e lazer.

E isso ocorre apenas para nossa satisfação pessoal? De maneira alguma! A Tecnologia da Informação também facilita nossa vida empresarial, seja com o desenvolvimento de aplicações com interface intuitiva para um usuário leigo, ferramentas de uso comum para desenvolver tarefas pertinentes, até as facilidades de um sistema integrado que ligam fornecedores, clientes, colaboradores, filiais e todos os stakeholders envolvidos este processo de negócio.

Aliada a este desenvolvimento tecnológico, a Segurança da Informação também dá a sustentação que qualquer organização precisa. Ela é voltada especialmente para proteger os dados e informações críticas do negócio, dando acesso apenas às pessoas autorizadas e, atualmente, se antecipando das vulnerabilidades e outras tantas diversas ameaças de segurança da informação, aplicando correções e fornecendo soluções otimizadas para manter o controle destes dados.

Infelizmente, as ameaças cibernéticas têm crescido de uma maneira proporcional aos avanços tecnológicos. Os Crackers têm desenvolvido programas, códigos maliciosos, sistemas de intrusão e phishing a fim de obter acesso aos dados pessoais e também empresariais de qualquer parte do mundo. Ao olharmos as notícias voltadas ao mundo de TI, nos deparamos com empresas que tiveram prejuízos milionários por terem seus sistemas comprometidos por algum cracker, ou por alguma vulnerabilidade que permitiu que outras pessoas fizessem modificações indevidas, e assim, obter acesso às suas informações críticas de negócio, ameaças de vulnerabilidades sendo descobertas e avançando sem precedentes, sistemas programados para explorar falhas e disseminar pragas virtuais… Tudo isso mostrando que a Internet e qualquer meio integrado online seja um local muito perigoso.

A realidade é que nenhum meio eletrônico é 100% seguro, mas atualmente, contamos com ferramentas de ponta no mercado, vários profissionais qualificados, empresas e consultorias especializadas em Segurança da Informação e até mesmo Ethical Hackers – sim, Hackers Éticos, que trabalham em prol das empresas realizando testes e fornecendo soluções para os problemas de Segurança da Informação que essas empresas têm.

Isso é suficiente para nos mantermos, como empresa, seguros no meio digital? Obviamente não, mas minimiza, e muito, as possibilidades de alguma ameaça de segurança da informação e outras vulnerabilidades sejam descobertas por pessoas más intencionadas e que os dados caiam em mãos erradas.

E como nós podemos contribuir para minimizar esses perigos ainda mais? Com pequenas ações básicas e que não é preciso ter nenhum tipo de conhecimento aprofundado em Segurança da Informação para poder colocar em prática. A Segurança da Informação realmente começa pelo básico.

Prevenção

O primeiro passo básico da Segurança da Informação é, sem sombra de dúvidas, a prevenção. Mesmo com todas as informações e notícias alertando sobre os perigos da Internet, a maioria das infecções por algum programa malicioso, a descoberta de alguma vulnerabilidade em sistemas, e até mesmo as questões de fraudes financeiras é em decorrência da falta de cuidados dos usuários. Como isso ocorre? Por anexos duvidosos, por algum tipo de “oportunidade irrecusável” que aparece na Internet, promoções absurdas, e tantos outros assuntos que despertem a curiosidade do usuário e façam ele abrir o link ou arquivo duvidoso em questão.

Assim como as pessoas são alertadas dos perigos e devem tomar cuidado com o que recebem em suas caixas de entrada, o cuidado deve ser redobrado nas empresas. Deve ser criada uma política de segurança da informação a fim de conscientizar das boas práticas de segurança e estabelecer níveis de acesso aos colaboradores e demais stakeholders. Uma falha de um único usuário pode comprometer toda a infraestrutura de tecnologia da informação de uma organização e isso pode acarretar em prejuízos imensos.

Felizmente, a Segurança da Informação está com o foco em pessoas. Políticas de BYOD (Bring Your Own Device ou “Traga o Seu Próprio Dispositivo”) estão sendo cada vez mais utilizadas pelas empresas, que estão preocupadas com o nível de acesso do usuário do que com a ferramenta e o sistema que o colaborador utiliza.

Além disso, profissionais, empresas e consultorias são contratadas a fim de elaborarem e executarem políticas de segurança da informação dentro de controles de qualidade específicos para a prevenção de futuras vulnerabilidades.

Contudo, há a necessidade do reconhecimento, compreensão e execução das ações de prevenção por parte dos colaboradores, afinal, são eles próprios que devem desenvolver o bom senso para mitigar quaisquer ameaças que podem surgir.

Detecção

Em agosto de 2016, foram bloqueados mais de 10 milhões de malwares no Brasil, montante 150% maior que a média mensal de ataques, que gira em torno de 4 milhões. Isso mostra que as ameaças cibernéticas estão tomando proporções gigantescas e qualquer dispositivo eletrônico pode ser uma porta de entrada para crackers e outras pessoas más intencionadas. E este número só tende a aumentar conforme os avanços tecnológicos.

Em contrapartida são desenvolvidos programas, ferramentas, serviços e métodos de detecção para que as ameaças sejam menos efetivas. Apenas um firewall e um antivírus não são mais suficientes para uma empresa nos dias de hoje, os crackers exploram falhas atrás de falhas e encontram maneira mais sofisticadas para seus ataques, conseguem desenvolver ferramentas de intrusão mais poderosas e qualquer um pode se tornar um alvo fácil. Hoje existem programas, recursos físicos (como firewall e servidores espelhados), sistemas de detecção, planejamento e estratégias para a segurança da informação e até honeypots (literalmente a tradução de “pote de mel”, que simula um ambiente vulnerável, não compromete o sistema real da empresa e ainda, quando invadido, fornece informações sobre o atacante para que sejam tomadas as medidas legais cabíveis).

Escolher as melhores ferramentas para detecção de acordo com as necessidades da empresa ajudam a proteger os dados e informações críticas de negócios com maior assertividade.

Correção

Nem sempre as estratégias de prevenção são efetivas em sua totalidade. Em alguns casos, as vulnerabilidades aparecem por inúmeros fatores, seja sua origem de falha sistêmica ou humana. O caminho certo e básico é a correção dessa vulnerabilidade e novamente a prevenção para que não ocorra eventuais falhas e ameaças de segurança da informação.

Para essas correções, fazem-se necessários adoção de sistemas de segurança da informação, políticas de segurança de maior aplicabilidade, restrição de acessos a níveis hierárquicos, profissionais qualificados e/ou empresas de consultoria em Segurança da Informação para correção, prevenção e suporte, e muitas outras alternativas que, dependendo da necessidade da empresa em questão, poderão ser utilizadas.

A correção da falha de segurança de uma empresa não é o fim do mundo e nem mostra incompetência dos setores de tecnologia envolvidos. Isso mostra que todo sistema, mesmo que atenda as expectativas de uso e aplicabilidade dentro de uma organização, é passível de falhas e que há uma oportunidade clara de melhoria e que precisa ser executada o mais breve possível.

E agora, por onde começar?

Como já citado anteriormente, o foco da Segurança da Informação está em pessoas. Mesmo que haja tecnologias a fim de proteger os dados, detectar e corrigir falhas nos sistemas integrados, o fator humano ainda deve ser conscientizado e reconhecer a importância da aplicabilidade das políticas de segurança da informação que são vigentes em uma empresa. Como no ditado popular “é melhor prevenir do que remediar”, essa recomendação é a principal. Independentemente do tamanho da empresa em questão, há a necessidade de tomar cuidado com as informações críticas de negócios.

Esses três itens trabalham em conjunto e garantem que a Segurança da Informação, mesmo que de maneira básica, possa se manter estruturada e ao alcance compreensível de todos os envolvidos ao processo de negócio a fim de proteger e manter os dados e informações seguras e longe de mãos erradas.

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