Ataques cibernéticos: qual é a posição do Brasil no ranking mundial?

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Desde o início do século XXI, o crescimento exponencial do número de usuários na web e criações de novas ferramentas revolucionou a forma como as pessoas vivem, agem e muito, provavelmente, pensam.

Assim, com benefícios cada vez maiores, a presença no cenário digital trouxe não somente facilidade e agilidade para a vida dos usuários, mas traçou um novo perfil comportamental. Ou seja, com ferramentas capazes de ler, analisar e até mesmo prever padrões de comportamento, sugerir tópicos e assuntos interessantes, etc.

O Brasil, atualmente, possui um número de dispositivos conectados à web maior que a própria população nacional, que gira em torno dos 210 milhões de habitantes. Dessa forma, separamos algumas curiosidades sobre a presença do Brasil no cenário digital e seu posicionamento em relação à segurança de dados e ataques cibernéticos. Acompanhe:

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O crescimento do cenário digital

O mundo possui, atualmente, a maior presença no cenário digital já vista, com bilhões de usuários em diversas plataformas, ferramentas das mais variadas facilidades e um número inenarrável de dados disponíveis.

Entretanto, já é fato que o desenvolvimento de dispositivos móveis cada vez mais potentes tornou tal crescimento ainda maior na última década. No entanto, a presença da tão aclamada IoT, Internet das coisas, se tornou o maior impulsionador digital dos últimos anos.

Carros, televisores, eletrodomésticos, tudo a um clique e na palma da sua mão, com a facilidade de um touchscreen ou um comando de voz. A sincronização de dados permite que todos os seus dados sejam acessados, bastando apenas sincronizar seus dispositivos.

Segurança de dados e ataques cibernéticos

Com um crescimento tão grande e tecnologias cada vez mais impressionantes, o assunto ataques cibernéticos se tornou tópico fundamental nas conferências de tecnologia e no portfólio das empresas da área.

Como garantir que seus dados estarão sempre seguros, em servidores em nuvem, com acessos tão distintos e possíveis em qualquer lugar do mundo? Os últimos anos nos provaram que no quesito segurança, não estamos tão avançados como imaginamos ou gostaríamos.

Enquanto a moda nos anos 2000 eram os ataques cibernéticos com vírus para infectar e apagar dados dos computadores das vítimas, hoje, é o roubo de dados pessoais.

Internet Security Threat Report é um relatório divulgado anualmente que realiza diversas análises sobre as tendências e novidades a respeito dos ataques cibernéticos, vírus e posicionamento dos países com relação à segurança de sua população.

A pesquisa liberada em 2019 referente ao ano anterior, revelou que houve um crescimento de 56% nos ataques, dando destaque à fragilidade na segurança dos dispositivos de IoT. Quase 5 mil sites de vendas online foram infectados com vírus para roubo de dados pessoais de clientes apenas em 2018. Também, houve um considerável crescimento em ataques realizados por robôs, os famosos ramsonwares, que fazem o sequestro de dados em troca de uma recompensa.

Nova forma de ataque

O cripto jacking chegou como a grande novidade — uma nova forma de ataque cibernético que foca no processamento de dados. Com o grande crescimento do poder das moedas virtuais, as criptomoedas, houve um aumento de invasões para roubo de processamento das máquinas. Ou seja, tudo isso visando o aumento da mineração das moedas.

Os ataques de phishing continuam frequentes, induzindo clientes a baixar programas ou a clicar em links maliciosos para obter informações pessoais dos usuários. Tal prática já é combatida por muitos anos e bancos, departamentos de justiça e a polícia já realizam campanhas extensas, informando aos usuários a nunca clicar em links de banco, policiais ou judiciais recebidos por e-mail.

Um dos mais antigos ainda permanecem na lista e em crescimento. Os malwares, os famosos vírus de computador, ainda atingem um número expressivo de usuários desinformados mundo afora. A prática, que pode ser facilmente evitada com a simples instalação de softwares antivírus e anti-malware, ainda assombra alguns usuários que podem ser vítimas de roubo de dados pessoais, perda de arquivos ou até mesmo dados financeiros.

O Brasil no ranking dos ataques

Já era esperado que os países mais populosos do mundo fossem os com o maior índice de ataques cibernéticos, devido à grande concentração de usuários conectados à web. A tendência em cibersegurança se tornou um ponto crucial para estar conectado e, segundo Frederico Tostes, líder da Fortinet, no Brasil, a preocupação não está mais em “O que fazer se sofrermos um ataque cibernético?”, mas em quando sofreremos uma violação.

China e Estados Unidos seguem liderando o ranking dos países com o maior número de tentativas de ataque, porém o Brasil teve um crescimento significativo, pulando do sétimo lugar em 2017 para terceiro em 2019.

Segundo os dados do mesmo relatório, o Brasil ainda ocupa o quarto lugar em ataques por bots virtuais e sétimo lugar em cripto jacking. Ainda segundo a pesquisa, aproximadamente 64% dos e-mails que circulam no país são considerados spam. Além disso, o país é o terceiro no ranking a disseminar ameaças de tal forma.

Preocupação e fiscalização

Diversos fatores contribuem para esse crescimento significativo de ataques e invasões. O aumento no número de usuários, como já mencionado anteriormente, é seguido de outro fator que pode ser ainda mais comprometedor. Os novos usuários são de rápido adaptação às novas tecnologias. Entretanto, não existe conscientização sobre como utilizar as ferramentas e como se prevenir de ataques cibernéticos.

Há também a preocupação com relação ao papel governamental sobre as questões digitais. Recentemente a empresa Netshoes foi enquadrada sob punição tendo que pagar R$ 500 mil em multas pelo vazamento de dados de seus clientes e obrigando a empresa a se manifestar publicamente.

Tais atitudes auxiliam e impulsionam os investimentos obrigatórios das empresas em segurança e podem dar mais segurança aos usuários das ferramentas tecnológicas contra ataques cibernéticos.

Segurança de dados nos países

Diversos países já operam com departamentos de altíssima tecnologia com foco em segurança nacional. O Brasil não fica para trás, tendo dentro da ABIN — Agência Brasileira de Inteligência — setores capacitados em investigar tentativas de invasão e ações militares por meio de ciberataques.

Em países como Estados Unidos, China e Rússia, a preocupação com invasões militares por meio do cenário digital é consideravelmente maior. Tais países possuem departamentos de inteligência específicos para lidar com as cyberwars.

Recentemente, Israel detectou um ataque cibernético do grupo Hamas, na Faixa de Gaza. Assim, por meio de seu departamento de inteligência conseguiu não somente bloquear o ataque como bombardear o prédio que abrigava os hackers por meio de drones.

A tendência para os próximos anos é de crescimento contínuo de dispositivos conectados e novos usuários à web. Dessa forma, podendo assim aumentar cada vez mais o número das tentativas de ataques cibernéticos.

Ou seja, o salto do Brasil para o terceiro lugar no ranking dos países com maior número de ataques cibernéticos. Assim, essa realidade serve de exemplo para as novas gerações de usuários de como deve ser a preocupação com o fornecimento de dados.

Como os crimes acontecem?

A maioria dos roubos de dados financeiros ocorre durante o preenchimento de formulários em sites de compras, fóruns e até mesmo portais e redes sociais. Por isso, é indicado aos usuários a criação de cartões virtuais junto ao banco. Assim, evitando a possibilidade de clonagem e facilitando a ação de fiscalização e bloqueio de fraudes bancárias.

Grandes portais internacionais foram vítimas de vazamentos de dados pessoais de seus usuários nos últimos anos e várias falhas de segurança descobertas. Dessa forma, é importante que os internautas tenham mais cautela na forma como utilizam e fornecem dados às redes. Assim, buscando sempre ferramentas de confiança, como o Fortigate da Fortinet. Assim, evitando o fornecimento de dados pessoais e financeiros sempre que possível.

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