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Entenda a efetividade do Machine Learning contra ataques cibernéticos

A próxima grande novidade em tecnologia da informação e segurança de dados é a incorporação de sistemas de Machine Learning (aprendizado de máquina) e Inteligência Artificial. Dessa forma, esses sistemas estão na fronteira de uma nova onda de desenvolvimentos tecnológicos. Ou seja, eles transformam a maneira como empresas e organizações combatem ataques contra sua segurança cibernética.

Tradicionalmente, a segurança cibernética contava com a correspondência de padrões baseada em regras ou em assinaturas. Com o antivírus (AV), por exemplo, os pesquisadores das empresas de antivírus encontram malware e geram assinaturas que podem ser usadas para verificar arquivos em um endpoint e ver se eles correspondem a uma assinatura de malware conhecida.

Isso significa que só era possível detectar malwares que já foram detectados anteriormente e que correspondem a uma definição ou assinatura de vírus.

Com a Inteligência Artificial, o Machine Learning pode fornecer uma alternativa às soluções tradicionais de segurança cibernética — o que é extremamente difícil para as soluções tradicionais, agora, é um passeio no parque para o aprendizado de máquina.

Pensando nisso, abaixo te ajudamos a entender como o Machine Learning é efetivo contra ataques. Acompanhe conosco e aprenda!

Machine Learning e segurança de dados

Nos últimos anos, houve desenvolvimentos em tecnologia com impactos significativos na segurança cibernética. Assim, um desses fatores decisivos no campo da segurança são:

  • as ferramentas e técnicas desenvolvidas e suportadas pela Inteligência Artificial (IA);
  • Machine Learning (ML) como um subconjunto dela.

Ao mesmo tempo, a Inteligência Artificial não é mais apenas uma palavra da moda. Assim, ela está sendo amplamente utilizada em indústrias de todos os tipos. Atendimento ao cliente, educação, automação, entre outros. Esses são apenas alguns dos muitos setores em que a IA instigou o avanço aos trancos e barrancos. Além disso, a IA também está desempenhando um papel significativo na luta contínua contra o cibercrime.

A seguir, confira algumas das maneiras pelas quais a Inteligência Artificial (IA) e o Aprendizado de Máquina (ML) estão fazendo a diferença e dando o impulso necessário à segurança cibernética:

1. Machine Learning na detecção de ameaças cibernéticas

As organizações devem ser capazes de detectar um ataque cibernético com antecedência para impedir o que os adversários estão tentando alcançar. Assim, o aprendizado de máquina é a parte da Inteligência Artificial que provou ser extremamente útil. Ou seja, quando se trata de detectar ameaças cibernéticas com base na análise de dados e na identificação de uma ameaça. Em suma, tudo isso antes que ela explore uma vulnerabilidade em seus sistemas de informação.

Da mesma maneira, o Machine Learning permite que os computadores usem e adaptem algoritmos com base nos dados recebidos, aprendendo com eles e entendendo as consequentes melhorias necessárias.

Segurança cibernética

Em um contexto de segurança cibernética, isso significa que o aprendizado de máquina está permitindo que o computador preveja ameaças. Além disso, também observe qualquer anomalia com muito mais precisão do que qualquer humano.

Assim, a tecnologia tradicional depende muito de dados passados ​​e não pode improvisar da maneira que a IA pode. Dessa forma, ela não consegue acompanhar os novos mecanismos e truques dos hackers da maneira que a IA consegue.

Além disso, o volume de ameaças cibernéticas com as quais as pessoas lidam diariamente é demais para os seres humanos e é mais bem tratado pela IA.

2. IA, proteção por senha e autenticação

As senhas sempre foram um controle muito frágil quando se trata de segurança. Consequentemente, elas costumam ser a única barreira entre os cibercriminosos e as nossas contas.

Dessa forma, é preciso encarar a realidade. Ou seja, a maioria de nós é preguiçosa com nossas senhas. Assim, geralmente:

  • usando a mesma em várias contas;
  • confiando na mesma senha desde há muito;
  • mantendo-as em ordem em um bloco de notas em nossos dispositivos etc.

Em contrapartida, a autenticação biométrica foi testada como uma alternativa às senhas. Entretanto, não é muito conveniente e os hackers também podem contornar isso com facilidade.

Por exemplo, um sistema de reconhecimento de rosto pode ser irritante quando não é possível reconhecê-lo devido a um novo penteado ou ao uso de um chapéu. Além disso, os invasores também podem passar por isso usando suas imagens do Facebook ou IG.

Avanço da tecnologia biométrica

Assim, os desenvolvedores estão usando a IA para aprimorar a autenticação biométrica. Além disso, ainda se livrar de suas imperfeições para torná-la um sistema confiável. Em outras palavras, a tecnologia de reconhecimento de rosto da Apple, usada primeiramente em seus dispositivos iPhone X e agora no iPhone 11, é um exemplo.

Chamada “Face ID”, a tecnologia funciona processando os recursos faciais do usuário por meio de sensores infravermelhos embutidos e mecanismos neurais. Assim, o software de IA cria um modelo sofisticado do rosto do usuário. Ou seja, identificando correlações e padrões importantes.

A Apple alega que, com essa tecnologia, há apenas uma chance em um milhão de enganar a IA. Uma vez que, a arquitetura do software de IA também pode funcionar em diferentes condições de iluminação e compensar alterações.

3. AI-ML na detecção de phishing e controle de prevenção

Um dos métodos de ataque cibernético mais usados, em que os hackers tentam invadir computadores usando uma isca, é o phishing. Os e-mails de phishing são extremamente predominantes. Por exemplo, o Brasil é o país com maior proporção de usuários que recebem ataques de phishing. Felizmente, a AI-ML pode desempenhar um papel significativo na prevenção e dissuasão de ataques de phishing.

<< Não seja vítima do Phishing: veja como esta ameaça atua!

Assim, a AI-ML pode detectar e rastrear mais de 10 mil fontes de phishing ativas e reagir e remediar muito mais rapidamente do que os humanos. Além disso, ela trabalha na verificação de ameaças de phishing de todo o mundo. Ainda mais não há restrições quanto ao entendimento de campanhas de phishing para qualquer área geográfica específica. Em suma, a IA tornou possível diferenciar rapidamente um site falso de um site legítimo.

4. Uso de AI-ML no gerenciamento de vulnerabilidades

Somente neste ano, foram relatadas milhares de novas vulnerabilidades. Gerenciar tudo isso com recursos humanos ou tecnologia tradicional é extremamente difícil. A IA. No entanto, pode lidar com essas vulnerabilidades com muito mais facilidade.

Os sistemas baseados em Machine Learning não esperam que uma vulnerabilidade seja explorada por ameaças online. Em vez disso, esses sistemas baseados em IA procuram proativamente possíveis vulnerabilidades em sistemas de informações organizacionais e o fazem combinando efetivamente vários fatores, como discussões de hackers na dark web, reputação do hacker, padrões usados ​​etc. Esses sistemas podem analisar esses fatores e usar as informações para determinar quando e como a ameaça poderá chegar a alvos vulneráveis.

5. Segurança de rede e inteligência artificial

Duas partes importantes da segurança da rede são a criação da política de segurança e a definição da topografia da rede de uma organização. Normalmente, essas duas atividades consomem muito tempo. Agora, podemos usar a IA para acelerar esses processos, observando e aprendendo os padrões de tráfego de rede, além de sugerir políticas de segurança. Isso não apenas economiza tempo, mas também muito esforço e recursos que podemos aplicar em áreas de desenvolvimento e avanço tecnológico.

6. Análise comportamental com IA

Outro aprimoramento promissor da segurança pela IA vem de sua capacidade de análise comportamental. O que isso significa é que os algoritmos de Machine Learning podem aprender e criar um padrão de seu comportamento analisando como você geralmente usa o dispositivo e as plataformas online. Os detalhes podem incluir tudo, desde os horários típicos de login e endereços IP até os padrões de digitação e rolagem.

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Se a qualquer momento, os algoritmos de IA perceberem atividades incomuns ou qualquer comportamento que esteja fora dos padrões, poderá sinalizá-lo como sendo feito por um usuário suspeito ou até bloquear o usuário. As atividades que marcam os algoritmos de IA podem ser qualquer coisa, desde grandes compras online enviadas para endereços diferentes dos seus, um aumento repentino no download de documentos ou uma mudança repentina na velocidade de digitação.

Conclusão

Então, a Inteligência Artificial e o Machine Learning são a resposta para todos os meus problemas de segurança cibernética?

Embora o pensamento de deixar inteiramente a aquisição da IA-ML seja muito tentador, devemos lembrar que a IA consiste em muitas coisas e, portanto, é muito versátil. Enquanto a IA está fazendo maravilhas pela segurança cibernética, também está chegando nas mãos de hackers para fins maliciosos. Nas mãos erradas, pode causar danos exponenciais e se tornar uma ameaça ainda mais forte à segurança cibernética.

À medida que a tecnologia evolui, os adversários também estão aprimorando seus métodos, ferramentas e técnicas de ataque para explorar indivíduos e organizações. Não há dúvida de que a Inteligência Artificial é incrivelmente útil, mas é uma espécie de faca de dois gumes.

O Machine Learning pode ser usado para detectar e impedir os ataques antes que eles ocorram. À medida que a IA avança mais, seremos testemunhas de quão longe podemos levar essa tecnologia para ser um benefício e um obstáculo à segurança cibernética.

Sem dúvidas, o Machine Learning terá um papel principal na TI do futuro. Enquanto esse papel ainda está se desenhando, aproveite e veja como automação de segurança da informação pode trazer benefícios para seus processos de proteção!

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Inteligência Artificial: quais são os perigos reais para SI

Os ataques cibernéticos estão se tornando onipresentes. Além disso, eles foram reconhecidos como um dos riscos mais significativos que o mundo enfrenta atualmente. Mas o que inteligência artificial (IA) tem a ver com isso? Descubra abaixo:

Nos últimos anos, testemunhamos ataques digitais contra governos, pequenas e grandes empresas, instituições de ensino e organizações sem fins lucrativos. Assim, podemos concluir que não existe nenhum setor imune aos ataques cibernéticos. Do mesmo modo, o nível de sofisticação das ameaças que eles enfrentam está aumentando continuamente.

Consequentemente, nesse cenário, há pouca dúvida de que a inteligência artificial (IA) será usada pelos hackers para conduzir a próxima grande atualização no armamento cibernético.

Dessa forma, a capacidade fundamental da IA ​​de aprender e se adaptar dará início a uma nova era na qual os ataques serão altamente personalizados e escaláveis.

Ou seja, a “IA ofensiva”, código de ataque altamente sofisticado e mal-intencionado, poderá sofrer mutações à medida que aprender sobre seu ambiente e comprometer habilmente os sistemas com poucas chances de detecção.

Mas quais são as ameaças que a inteligência artificial traz à tona? Vamos dar uma olhada nos perigos reais para a segurança da informação!

Ataques de protótipo-IA: um vislumbre do futuro

Os ciberataques com inteligência artificial não são um conceito futuro hipotético. Todos os elementos necessários para o uso de IA ofensiva já existem:

  • malwares altamente sofisticados;
  • criminosos motivados financeiramente e dispostos a usar todos os meios possíveis para aumentar seu retorno;
  • e projetos de pesquisa de inteligência artificial de código aberto, que produzem informações altamente valiosas disponíveis em domínio público.

Os perigos do o trojan Emotet

Uma das partes mais notórias do malware contemporâneo — o trojan Emotet — é um excelente exemplo de um ataque de protótipo de IA. O principal mecanismo de distribuição do Emotet é o phishing, geralmente, por meio de golpes de engenharia social que levam os usuários a clicar em anexos de e-mails maliciosos.

Os autores do Emotet, recentemente, adicionaram outro módulo ao seu Cavalo de Troia, que rouba dados de e-mail das vítimas infectadas. A intenção por trás desse recurso de exfiltração de e-mail não era clara, anteriormente, mas o Emotet foi recentemente capturado enviando e-mails de phishing contextualizados em grande escala.

Isso significa que ele pode se inserir automaticamente em threads de e-mail pré-existentes. Assim, aconselhando a vítima a clicar em um anexo malicioso, que aparece na mensagem final. Essa inserção do malware em e-mails pré-existentes fornece mais contexto ao phishing. Dessa forma, tornando-o mais legítimo.

A possibilidade de sobrecarregamento do ataque

No entanto, os criminosos por trás da criação do Emotet poderiam facilmente aproveitar a IA para sobrecarregar esse ataque. Atualmente, a mensagem no e-mail final de phishing geralmente é genérica:

— “por favor, veja em anexo” — e isso, às vezes, pode levantar suspeitas.

Entretanto, aproveitando a capacidade da inteligência artificial para aprender e replicar a linguagem natural analisando o contexto do segmento de e-mail, essas mensagens podem se tornar altamente personalizadas para indivíduos.

Isso significa que um trojan Emotet com inteligência artificial pode criar e inserir e-mails de phishing totalmente personalizados e mais confiáveis. Fundamentalmente, seria capaz de enviá-los em grande escala, o que permitiria aos criminosos aumentar o rendimento de suas operações.

As consequências desses métodos de ataque em desenvolvimento podem ser altamente destrutivas. Prejudicando a integridade dos dados. Ou seja, esses ataques furtivos fazem com que a confiança nas organizações diminua e podem causar falhas sistêmicas.

Veja mais >> Segurança de e-mail: sua empresa está protegida?

IA ofensiva: uma mudança de paradigma nos ciberataques

Em 2017, o ataque ao ransomware WannaCry atingiu organizações em mais de 150 países ao redor do mundo. Consequentemente, marcando o início de uma nova era na sofisticação de ataques cibernéticos. Seu sucesso estava na capacidade de se mover lateralmente por uma organização em questão de segundos, paralisando os discos rígidos. E o pior: o incidente continuou inspirando vários ataques.

Esse ciclo de “inovação” continuará e os atacantes já passaram para o malware de mineração de criptomoeda, que secretamente rouba o poder de processamento da mineração de moedas digitais como bitcoin e trojans bancários, um tipo de malware que rouba dados financeiros enquanto se disfarça como um aplicação genuína.

O uso da inteligência artificial impactará o cenário da segurança de três maneiras principais:

1. Aperfeiçoando a engenharia social

Os ataques de IA serão altamente adaptados, mas operarão em escala. Esses malwares serão capazes de aprender as nuances do comportamento e do idioma de um indivíduo. Logo, analisando as comunicações por e-mail e mídias sociais.

Eles poderão usar esse conhecimento para replicar o estilo de escrita de um usuário. Assim, criando mensagens que parecem altamente credíveis. As mensagens escritas por malware da IA serão, portanto, quase impossíveis de distinguir das comunicações genuínas. Bem como , até mesmo os usuários mais instruídos ficam vulneráveis. Isso quando a maioria dos ataques entra em nossos sistemas por meio das caixas de entrada

2. Se misturando no segundo plano

Atores sofisticados de ameaças geralmente podem manter uma presença em longo prazo em seus ambientes de destino por meses seguidos, sem serem detectados. Eles se movem devagar e com cautela, para fugir dos controles de segurança tradicionais e geralmente são direcionados aos indivíduos e organizações específicas.

A IA também poderá aprender os canais de comunicação dominantes e as melhores portas e protocolos a serem usados ​​para se deslocar em um sistema, misturando-se discretamente com a atividade de rotina. Essa capacidade de se disfarçar significa que os hackers serão capazes de se espalhar habilmente em um ambiente digital e comprometer furtivamente mais dispositivos do que nunca.

O malware de IA também poderá analisar grandes volumes de dados, identificando rapidamente quais conjuntos são valiosos e quais não são. Isso economizará ao hacker uma grande quantidade de tempo e esforço.

3. Ataques mais rápidos com consequências mais efetivas

Os ataques mais sofisticados de hoje exigem que técnicos qualificados conduzam pesquisas sobre seus alvos e identifiquem indivíduos de interesse, entendam suas redes sociais e observem ao longo do tempo como eles interagem com plataformas digitais. No futuro, uma IA ofensiva será capaz de atingir o mesmo nível de sofisticação em uma fração do tempo.

Não apenas os ataques orientados por inteligência artificial serão muito mais personalizados e, consequentemente, mais eficazes, como sua capacidade de entender o contexto significa que eles serão ainda mais difíceis de detectar.

Assim, os controles de segurança tradicionais serão impotentes contra essa nova ameaça, pois só podem detectar atividades previsíveis e pré-modeladas.

Incorporando a inteligência artificial no ecossistema digital

À medida que confiamos cada vez mais em sistemas e dispositivos conectados, estamos desenvolvendo rapidamente um ecossistema digital altamente avançado e conectado. Exigiremos parcerias e recursos que priorizem não apenas dados valiosos, mas também a confiança nos sistemas digitais.

O investimento em novas tecnologias desempenhará um papel crítico nessa realidade emergente e no ecossistema em evolução. De acordo com o relatório Using AI for Evil da Forrester, “a popularização dos ataques baseados em IA é apenas uma questão de tempo”.

De fato, quando começamos a ver a IA se tornar parte do kit de ferramentas do invasor cibernético, a única maneira de conseguirmos combater esse uso malicioso da IA ​​será com a própria IA. Portanto, a incorporação da tecnologia nesse ecossistema é crucial.

Investimento pesado da comunidade de cibersegurança

A comunidade de cibersegurança já está investindo pesadamente neste novo futuro e está usando soluções de inteligência artificial para detectar e conter rapidamente quaisquer ameaças cibernéticas emergentes com potencial para interromper ou comprometer dados importantes.

A IA defensiva não é apenas uma vantagem tecnológica no combate aos ataques cibernéticos, mas uma aliada vital neste novo campo de batalha.

Não há uma bala de prata para o desafio geracional da segurança cibernética, mas uma coisa é clara: apenas a IA pode combater a IA no seu próprio jogo. A tecnologia está disponível e a hora de se preparar é agora.

Quer saber mais sobre como manter seu ambiente seguro? Então continue acompanhando o nosso blog! E não deixe de clicar no banner abaixo para ler o nosso artigo sobre os benefícios da Automação de segurança da informação!

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Inteligência Artificial

Inteligência Artificial: heroína ou vilã da SI?

Inteligência Artificial (AI) e os avanços constantes desta tecnologia fazem parte de importantes pautas de pesquisas e debates, que norteiam as estratégias de segurança da informação de grandes players do mercado.

O Gartner insere a Inteligência Artificial no topo da lista de mega tendências que irão fazer parte das estratégias das empresas para sobreviver e crescer na economia digital ao longo dos próximos cinco a dez anos. Além disso o Gartner prevê que esta tecnologia estará em quase todos os produtos de software até 2020.

Inteligência Artificial: Heroína ou vilã?

A Inteligência Artificial tem permitido às empresas obterem diversos benefícios, principalmente por ser o ramo da ciência da computação que nasceu para simular a habilidade humana de resolver problemas.

Na segurança da informação não é diferente. Conforme já pudemos explicar em um nosso artigo “A inteligência artificial a favor da segurança“, é possível usar a Inteligência Artificial para garantir, por exemplo, a segurança dos dados críticos em sua empresa.

Isto porque, com o uso da Inteligência Artificial para segurança da informação, os antivírus e softwares se tornam mais eficientes. Conseguem entender se um arquivo é ou pode ser uma ameaça, mesmo que ainda não tenha atacado nenhuma rede ou computador da empresa antes.

Benefícios da Inteligência Artificial

Entretanto, ao mesmo tempo que podemos destacar diversos benefícios da Inteligência Artificial para a segurança de dados das empresas, também podemos identificar diversos riscos que esta tecnologia oferece. Ou seja, a mesma tecnologia que ajuda a fortalecer a proteção dos dados é capaz de oferecer maiores riscos e danos causados por ataques cibernéticos.

Para as pessoas responsáveis ​​pela segurança corporativa – de CIOs a CISOs e CROs – a Inteligência Artificial apresenta dois principais tipos de riscos:

  • O primeiro é que cibercriminosos, concorrentes inescrupulosos e ameaças internas podem manipular os incipientes programas de Inteligência Artificial das empresas.

  • O segundo risco é que os invasores podem usar a Inteligência Artificial de várias maneiras para explorar vulnerabilidades nas defesas tecnológicas das empresas.

Por isso, as organizações estão em uma constante corrida para elevar as defesas de segurança cibernética, usando muitas vezes a própria inteligência artificial como meio de fortalecimento.

LGPD reforça a necessidade de AI para Segurança da Informação

A Inteligência Artificial é o reforço que diversas empresas estão usando para elevar a maturidade em segurança da informação, tanto para protegerem seus dados de ataques de ransomware, como pela necessidade de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados, que entra em vigência em agosto de 2020.

Dados da IDC Brasil indicam que no setor de Inteligência Artificial os investimentos globais cheguem a US$ 52 bilhões até 2021. No Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas já contam com a tecnologia entre as principais iniciativas e este percentual deve dobrar nos próximos quatro anos.

Indicam ainda que os investimentos em AI para segurança vão chegar a US$ 671 milhões, ou R$ 2.3 milhões, com o dólar a R$ 3.50 ao longo de 2019. Outro dado apontado é que até 2022, na América Latina, 20% dos servidores irão criptografar dados em repouso e em movimento, mais de 20% dos alertas de segurança serão manipulados por automação baseada em inteligência artificial, e mais de 5 milhões de pessoas terão identidades digitais baseadas em blockchain.

Inteligência Artificial na segurança de TI

Apesar de todo o risco inerente que a Inteligência Artificial apresenta, parte da resposta pode estar no aproveitamento do poder da própria tecnologia para fortalecer as configurações existentes de segurança cibernética. Nossa experiência mostra que as empresas podem começar a proteger seus sistemas integrando a AI em sua segurança, a partir de agora.

A Inteligência Artificial pode tornar o ambiente de TI mais seguro, porque ajuda profissionais de TI e segurança da informação a identificarem mais rapidamente riscos e antecipar problemas.

Quando uma solução de segurança da informação é baseada ou usa a Inteligência Artificial como mecanismo, desenvolve aprendizado e busca informações e padrões no histórico de dados de segurança da empresa.

A partir daí cria a imagem de um ataque específico baseado em suas variáveis e relacionamentos e prevê, por meio desse conhecimento, os padrões e danos de um possível próximo ataque.

Além disso, quando o algoritmo identifica uma ameaça, pode rapidamente agir para prevenir perda de dados. Softwares de inteligência artificial também se adaptam facilmente ao cenário de ameaças em constante evolução com base em insights de big data.

O uso de Inteligência Artificial em softwares de segurança da informação é fundamental e garante elevar a maturidade e eficácia da segurança da informação. Entretanto somente adquirir produtos e esperar que as possíveis ameaças sejam identificadas e combatidas não basta.

Os CIOs devem elaborar estratégias de segurança da informação combinando as soluções adequadas, melhores práticas e desenvolvimento de políticas de segurança da informação para proteger efetivamente seus dados. Da mesma forma, as soluções e tecnologias selecionadas precisam fazer parte das estratégias de negócios.

A principal circunstância a ser considerada é qual tipo de solução e mecanismo de Inteligência Artificial se enquadra melhor na estratégia e nos orçamentos de segurança da informação da sua empresa. Quais tecnologias podem ser usadas e integradas para a sua organização obter a máxima proteção dentro de um investimento? Como esta solução ajudará nos objetivos do negócio?

Prepare sua empresa para Inteligência Artificial

Ameaças e vulnerabilidades podem causar perda de dados, custos que envolvem os ataques cibernéticos e outros danos, muitas vezes irreversíveis para o negócio. Se a sua empresa quer reforçar a segurança das informações usando inovações digitais como Inteligência Artificial, é importante que avalie o quanto essa decisão pode gerar valor para o negócio.

Você precisa desenvolver uma estratégia de segurança adaptada a esse novo cenário, incluindo a coleta de dados em diversos dispositivos capaz de criar um sistema cada vez mais inteligente, como múltiplas plataformas de segurança e sensores de objetos inteligentes. Sua empresa tem maturidade em Segurança da Informação necessária para suportar o uso desta tecnologia?

A AllEasy pode ajudar você oferecendo os serviços de consultoria especializada em segurança de TI, que tem como finalidade realizar uma análise detalhada do ambiente de segurança da informação e TIC de sua empresa, visando identificar oportunidades de melhoria.

Também pode auxiliar você a direcionar as estratégias do seu ambiente de segurança de dados e de Tecnologia, apoiando o processo de tomada de decisões.

Conte com a experiência dos profissionais de Consultoria de Segurança de TI para desenvolver e apoiar o seu planejamento de ações e aquisições necessárias para atender as reais necessidades da segurança da informação em sua empresa.

Além de proporcionar a redução de custos com soluções ineficientes para os reais problemas da empresa, o serviço de consultoria de TI da AllEasy também pode ajudar a elevar a eficiência operacional e planejamento das ações para adoção de Inteligência Artificial. Fale conosco!